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Mulheres do Tecer – Arte Candongueira

Há 19 anos o pessoal da Cia. Candongas saiu em busca de um galpão pra locar e se perdeu no encontro dos bairros Santa Cruz e Cachoeirinha, por um acaso do destino encontraram o local onde à Casa de Candongas funciona até hoje. Um espaço cultural de portas abertas, no qual a rua e a comunidade fazem parte de sua construção diária, que abriga oficinas de teatro, dança, violão, pandeiro, artesanato, aulas de pilates, apresentações e muitas outras atividades desde sua fundação.

As mulheres da comunidade sempre tiveram um papel importante no dia a dia da casa: levando as crianças, participando das oficinas e inclusive montando um espetáculo “Uma tal Maria” que tem no elenco mulheres entre 15 e 71 anos. E em um momento de crise foram justamente essas mulheres que se reuniram para não permitir que a casa se fechasse: se juntaram, recolheram doações, organizaram bazares e deram então origem ao grupo Mulheres do Tecer. Em janeiro de 2018, através da força de muitos braços e diversas doações, transformaram um depósito de equipamentos que ficava no sótão da casa em um ateliê que hoje possui mais de 5 máquinas de costura, mesas e material para confecções e criações diversas.

O grupo flutua entre 12 e 20 mulheres que se reúnem semanalmente para produção, cursos de capacitação e aprimoramento, além da participação em feiras, revenda em lojas e outras parcerias. A Cláudia Henrique é uma das integrantes da Cia Candongas, gestora do espaço ao lado do Gustavo Bartolozzi, e responsável pelo Mulheres do Tecer. Seu histórico de atuação sempre esteve atrelado à rua, às pessoas e à função social da arte. Segundo ela, mais do que uma forma de geração de renda, as mulheres estão tecendo sua história, costurando o mundo. Os momentos de encontro são também um momento para elas, que muitas vezes viveram em função do cuidado com o outro: estão traçando identidade, construindo personalidade através das suas criações, cuidando de si e trocando com as outras.